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fevereiro 23, 2012

NAS ALTURAS, São Sebastião -SP

Esse refúgio em meio à Mata Atlantica localizado em uma ilha fluvial em São Sebastião, litoral Norte de São Paulo. 

Projeto de George Mills, teve como partido principal a elevação da construção na altura das copas das árvores.

Esse afastamento da construção do solo proporciona diversas vantagens à construção e ao meio em que ela está implantada. 

Vamos às imagens:


 
 - Menor intervenção ao meio natural;


 - A construção não impede a circulação dos animais locais;



 - Maior área permeável;


 - Prioriza a ventilação natural e se afasta da umidade do solo;



 - Prioriza a vista;


 - Caixilhos e assoalhos foram executados com madeira de demolição;



 - Terraço a 9 metros do solo em meio ao verde da Mata;



 Planta do pavimento principal


Planta do Terraço

Research: http://casaeimoveis.uol.com.br/


O sistema construtivo escolhido foi o concreto moldado in loco devido a dificuldade de acesso, por proporcionar menor intervenção ao meio ambiente e maior conforto térmico. 

A estrutura metálica por exemplo iria precisar de guindastes para içamento. A estrutura de madeira provavelmente não iria oferecer resistência à umidade da Mata Atlantica.

Foram utilizadas formas de papelão tipo Dimibu para concretagem dos pilares.  Estes possuem embutidos a tubulação de água pluvial e esgoto.

Destaque da Bienal de Arquitetura de 2011, este é mais um lindo exemplo de Bioarquitetura, que respeita acima de tudo, o Meio Ambiente.

Esta belezura demorou 1 ano a ser construída e custou em torno de R$ 200.000 entre materiais e mão de obra!

E aí gostaram?? 



Daniela Prieto

 

fevereiro 14, 2012

PLANO CERDÁ - Barcelona

Barcelona, principal pólo industrial da Espanha, na metade do seculo XIX foram derrubadas suas muralhas e deu-se início a um novo planejamento urbano.

Entre vários projetos, o vencedor foi Ildefonso Cerdá Suñer, aprovado em 1859 dando origem ao PLANO CERDÁ.



Cerdá foi um dos primeiros tratadistas de arquitetura e urbanismo a reivindicar a salubridade das habitações de maneira radical e efetiva como fundamental condição na criação da nova cidade, considerando a moradia como suporte fundamental da qualidade de vida. 
A casa é o ponto de partida do raciocínio de Cerdà. As habitações planejadas tinham como características: a privacidade do indivíduo no lar, com condições dignas de vida, o higienismo (sol, vento, ar, luz natural), que deveriam estar presentes nas habitações e o custo, adaptação do empreendimento para a classe operária.



Empregou grande esforço na formulação das “ilhas tipo” e, a partir do reconhecimento da quadrícula como o traçado que reúne tanto vantagens de ordem circulatória, topológica, construtiva, jurídica como urbanística, chega ao módulo quadrado de 113m de lado com um chanfro de 20m como o mais adequado.



O plano de Cerdá desenha uma grelha ortogonal, com quadras de 113m x 113m e vias de 20m de largura, elevando a taxa de superfície viária, incluindo praças, de 17% para 34%. A cada conjunto de nove quadras e vias correspondentes se inscreve dentro de um quadrado de 400m de lado. A quadricula estende-se até os núcleos urbanos vizinhos e envolve a cidade medieval. Apesar de aparentar a imposição de uma nova ordem, indiferente ao contexto, o ajuste das bordas é feito com extrema habilidade tendo como suporte avenidas diagonais que surgem a partir de conexões pré-existentes. O corte diagonal nas arestas da quadra transforma o simples cruzamento de vias em lugar, gera também desta forma maior amplitude visual dos edifícios de esquina. As grandes avenidas possibilitam a conexão metropolitana e a integração à viabilidade universal. A tipologia é ortogonal, homogênea e igualitária. 



O plano previa quadra com ocupação perimetral em dois ou no máximo três lados. Os edifícios não ultrapassariam mais do que dois terços da superfície do quarteirão. Os espaços internos resultantes se abririam para a cidade oferecendo equipamentos públicos e generosas áreas arborizadas. 

O importante é enfatizar que neste momento a quadra passa de uma condição de residual para se tornar suporte de uma composição urbana que a tem como espaço da cidade. O perímetro da quadra deixa de ser o limite do espaço público.



As ruas eram planejadas seguindo os princípios da orientação solar, largura, perfis transversais, tipo de pavimentação, diferença de cotas entre outros. As paisagens, praças e quadras deveriam interagir entre si, além de serem elementos harmônicos na cidade: isso seria possível através da análise de cortes (relação altura x largura) e na relação da casa com a quadra.





Do desejo original de Cerdà permaneceu apenas o traçado viário, que é o elemento mais visível e conhecido de sua obra. As quadras foram maciçamente ocupadas no perímetro junto ao alinhamento da calçada retomando um caráter que a reaproximou da quadra tradicional. Originalmente as quadras foram concebidas em média com 67.000m³ de área construída, atualmente após 150 anos de adensamento progressivo temos em média 295.000m³ de área construída por quadra.







Mas, mesmo com tamanha mudança e adensamento, Barcelona continua sendo uma lição de Urbanismo para nós arquitetos. Espaços generosos que presenteiam democraticamente a cidade e seus cidadãos.


Uma ótima semana a todos!

Research:
http://planocerda.blogspot.com
http://www.esacademic.com


Daniela Prieto

 

janeiro 24, 2012

SCHLIERBERG, Bairro Solar em Freiburg - Alemanha

A Alemanha é um dos países a frente no quesito Sustentabilidade. Hoje venho mostrar este bairro incrível em Freiburg, que é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome, provando que uma construção ecológica pode ser muito lucrativa!


Na Alemanha é possível produzir energia em casa através de placas solares por exemplo e revender a Companhia de Energia aquilo que não se usa, energia excedente. São necessários dois relógios, um que contabiliza a energia que aquela residencia produz e envia à Companhia e outro relógio que registra a energia que ela consome... 

O bairro é autossuficiente em energia e atinge isso através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos dispostos na direção correta. Parece uma estratégia simples mas, geralmente, os projetistas pensam nas instalações solares tardiamente, e dessa forma os painéis perdem parte de sua eficiência.


A vila, projetada pelo arquiteto alemão Rolf Disch, enfatiza a construção de casas e vilas que planejam as instalações solares desde o início do projeto, incorporando inteligentemente uma série de grandes painéis solares sobre os telhados. Os edifícios também foram construídos dentro das normas de arquitetura passiva, o que o permite produzir quatro vezes a quantidade de energia que consome.


O condomínio, com cerca de 11 mil m2, possui densidade média, tamanho balanceado, acessibilidade, espaços verdes e exposição solar.
Ao todo são 59 residências e um grande edifício comercial, chamado Solar Ship, que criam uma região habitável com o menor impacto ambiental possível. Nove das residências são apartamentos localizados na cobertura do edifício comercial. As residências multifamiliares possuem entre 75 e 162 m2.

Todas as casas são de madeira e construídas apenas com materiais de construção ecológicos. O conceito de cores foi desenvolvido por um artista de Berlim, Erich Wiesner.

As casas têm grande acesso ao aquecimento solar passivo e utilizam a luminosidade natural. Cada casa possui uma cobertura simples, com beirais largos, que permitem a presença do sol durante o inverno e protegem as casas durante o verão. Tecnologias avançadas como o isolamento a vácuo, aumentam o desempenho térmico do sistema da construção.
As coberturas possuem sistemas de captação de água da chuva. A água é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários. Os edifícios também utilizam lascas de madeiras para o aquecimento no inverno, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.





As instalações permanecem livres de carros, graças à garagem abaixo do edifício comercial, onde é organizado um sistema de compartilhamento de automóveis. Simples, moderno, eficiente e Humano!

Mais imagens:









 






 

Na Alemanha e Inglaterra é possível encontrar diversos condomínios como esse... uso misto - residencial e comercial - que produzem sua própria energia e que promovem o conforto ambiental para os usuários...

Sem dizer no baixo impacto ambiental... Energia solar: limpa e renovável!

Research: http://exame.abril.com.br



Daniela Prieto





dezembro 22, 2011

SOLSTÍCIO - 22 de dezembro de 2011


22 de dezembro, 356° dia do ano, faltam 9 dias para acabar o ano e exatos um ano para acabar o Mundo, segundo a profecia Maia o mundo acabará em 22/12/2012!




O que poucos se dão conta, é que hoje é o dia que ocorre o Solstício de Verão no Hemisfério Sul, hoje é o dia com o maior período de SOL do ano, o dia mais longo.
Hoje o SOL nasceu em São Paulo as 6:17 da manhã e vai se pôr as 19:53 da noite... 13 horas e 36 minutos na companhia da gigante bola de fogo, estrela maior: o SOL! Ele que aquece a Terra na medida exata para que nós, toda a fauna e flora sobrevivamos, biodiversidade complexa e perfeita! Tudo precisa estar equilibrado para que continuemos a sobreviver...


Carta Solar para a cidade de São Paulo, SOL-AR

São Paulo está na Latitude 23°61' Sul, a carta solar acima demonstra que HOJE, 22 de dezembro, é o maior caminho para o sol percorrer, ele nasce do lado direito (Leste) antes das 6hs e vai se pôr lá do lado esquerdo (OESTE) após as 18hs.




Os povos antigos estudavam os percursos do Sol e estrelas para orientação do ciclo agrícola. Um dos povos mais conhecidos pela sua sabedoria foi o povo MAIA, o qual nos deixou muitas evidências de suas experiências com a Astronomia...

Pedra do Sol, Calendário Maia

O Templo de Kukultán, construído no seculo XII, na antiga cidade Maia de Chichén Itzá no México é uma dessas evidências. Esta piramide de quatro lados, tem suas pontas voltadas para os pontos cardeais. Cada lado possui 9 níveis de degraus com uma escadaria central. Nos dias de Equinócios (outono e primavera) e Solstícios (Verão e Inverno) ocorrem fenômenos de luz e sobra nos alinhamentos da construção.
Esses fenômenos indicavam os períodos exatos para o início do plantio e colheita, demonstrando profundos conhecimentos em Matemática, Geometria e Astronomia!

Conheciam o comportamento das estações e as variações da trajetória do Sol e das estrelas!




Sensacional! A antiga cidade de Chichén Itzá hoje é um parque arqueológico aberto a visitação. Do aeroporto da Cidade do México é possível pegar vôos diretos para Mérida, cidade mais próxima do Parque.

Aqui estou eu! em 2009- em um dos lugares mais fantásticos e misteriosos da história da Humanidade

Recomendo levar boné, protetor solar e beber muuuuita água! Interessante conseguir um bom guia, pois há muito o que aprender com o povo MAIA!!

Ótimo VERÃO a todos!!


Daniela Prieto