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fevereiro 18, 2013

A PEGADA DA MODA - The Fashion duel

"Let´s clean up fashion" - foi a campanha realizada pelo Greenpeace para averiguar como as grandes grifes italianas e francesas estão agindo em relação ao meio-ambiente, se estão de fato mudando seus conceitos de manufatura e comercialização.

Elas que sempre foram sinônimo de consumismo em todo o planeta, hoje precisam rever suas políticas de negócio e se adaptarem a um mundo mais consciente.

O Greenpeace relacionou 15 das mais famosas grifes e aplicaram 25 questões sobre três tópicos:
01. Política de compra de couro (se é proveniente de criações de gado ligada ao desmatamento de florestas);
02. A origem da celulose usada para fazer embalagens de papel (se também ocasionou a derrubada ilegal de árvores);
03. A qualidade da produção têxtil (considerando a contaminação química dos recursos hídricos).

Cada tópico foi avaliado dessa maneira:


Vamos o ranking.

1° Lugar - VALENTINO

Quem lidera o ranking, apresentando um desempenho “bom” é a grife italiana Valentino. De acordo com o Greenpeace, a marca é transparente sobre seu compromisso com a implementação de políticas de desmatamento zero para o couro e embalagens e procura reduzir ao máximo o impacto ambiental da produção de tecidos.


2° Lugar - GIORGIO ARMANI
 
 
Segunda colocada no ranking, a Armani respondeu apenas parcialmente e com um baixo grau de transparência o questionário, segundo o Greenpeace. Embora demonstre comprometimento com a compra responsável de couro e da celulose para fabricação de embalagens, a marca não se posiciona a respeito do uso de produtos químicos nas suas roupas que possam contaminar recursos hídricos ao fim do seu ciclo de vida.

3° Lugar - CHRISTIAN DIOR
 
Em resposta ao questionário do Greenpeace, a Christian Dior afirma que tem políticas de desmatamento zero em vigor com relação ao couro e à celulose. Apesar disso, a Ong ambientalista diz que a empresa ainda usa produtos químicos perigosos na confecção dos tecidos.

4° Lugar - GUCCI
 
A italiana Gucci também está comprometida com políticas que garantam a sustentabilidade de suas matérias-primas. Para alcançar um desempenho mais exemplar, no entanto, a marca precisa abraçar metas de desintoxicação do processo têxtil.

5° Lugar - LOUIS VUITTON
 
A Louis Vuitton afirma ter políticas de desmatamento zero com relação à origem do couro e à compra de celulose. Mas, segundo o Greenpeace, a holding deixa a desejar nas metas de desintoxicação da produção têxtil.

6° Lugar - ERMENEGILDO ZEGNA
 
A marca de luxo italiana Ermenegildo Zegna é outra de desempenho mediano quando o assunto é meio ambiente, na avaliação do Greenpeace. A principal crítica feita pela Ong é a de que a grife ainda não se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace, a Detox.

7° Lugar -VERSACE
 
A grife de alta-costura comandada por Donatella Versace se empenha em garantir a sustentabilidade da origem do papel que usa em suas embalagens e também do couro. Entretanto, segundo a Ong, a marca ainda não aceitou um compromisso vinculativo para colocar em prática a política de desmatamento zero e o programa Detox.

8° Lugar - SALVATORE FERRAGAMO
 
Famosa por suas bolsas e sapatos ostentados por beldades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e Claudia Schiffer, a grife italiana Salvatore Ferragamo não convence quando o assunto é meio ambiente. Segundo o Greenpeace, apesar da marca demonstrar preocupação com a origem do papel de suas embalagens, ela ainda carece de um compromisso vinculativo pelo Desmatamento Zero e pela eliminação de produtos químicos perigosos na confecção dos tecidos.

9° Lugar - ROBERTO CAVALLI
 
De acordo com o Greenpeace, a grife de alta-costura Roberto Cavalli não forneceu respostas concretas para a pesquisa, tampouco assinou compromissos de desmatamento zero. De acordo com a Ong, “não há garantia de que a empresa possui políticas que asseguram o respeito às florestas e aos recursos hídricos”.

10° Lugar - ALBERTA FERRETTI
 
A lista de marcas reprovadas pelo Greenpeace começa com Alberta Ferretti. Especializada em roupas da moda feminina, a grife não respondeu ao questionário da Ong,"recusando-se a compartilhar” informações sobre sua política de compra de couro e celulose e uso de produtos tóxicas na produção têxtil.

11° Lugar - CHANEL
 
Por não tomar qualquer decisão sobre melhorias em suas políticas ambientais, a Chanel também aparece entre os últimos colocados no ranking. Segundo o Greenpeace, a marca não respondeu a pesquisa sobre suas práticas de negócios.

12° Lugar - DOLCE & GABBANA
 
Outra grife de alta-costura criticada foi a Dolce & Gabbana. Segundo o Greenpeace, a marca "não respondeu" ao questionário, o que, segundo a Ong, demonstra falta de transparência com os consumidores sobre sua política ambiental.

13° Lugar - HERMÈS
 
Conhecida pela elegância e sobriedade de suas coleções, a grife francesa é outra que decepciona no ranking de moda verde. De acordo com o Greenpeace, a marca não respondeu a nenhum dos questionários sobre a política ambiental da sua produção.

14° Lugar - PRADA
 
Símbolo de luxo e status, a grife italiana Prada está longe de ser considerada ecofriendly, segundo a Ong ambientalista. Como suas antecessoras no ranking, a marca não respondeu ao questionário sobre política ambiental.

15° Lugar - TRUSSARDI
 
Fechando a lista de grifes de alta-costura menos verdes, aparece mais uma italiana, a Trussardi. O mau desempenho deve-se à recusa da marca em responder o questionário de política ambiental, o que, segundo o Greenpeace, demonstra falta de compromisso e transparência com os consumidores.

Research:
http://exame.abril.com.br/
http://www.greenpeace.org/


Está bastante claro que ainda falta muito a percorrer, mas o que não podemos permitir é que ainda haja empresas - ainda mais com esse porte - que nem sequer preocupam-se com o tema ambiental/social. A grande maioria delas, tem sua produção em países como China e Índia, justamente os países mais poluídos do mundo e que infelizmente ainda contam com mão de obra escrava.

O quanto o "status" é importante na sua vida?

Um abraço a todos,
Daniela Prieto

novembro 23, 2012

SPROUT - Vamos plantar um lápis??

Alunos de Design do Instituto de tecnologia de Massachussetts criaram esse lápis super simpático e de bem com o meio ambiente. 

Ele é feito de cedro ecológico e possui sementes de alguma plantinha que voce mesmo pode escolher, vem descrito no próprio lápis o tipo de semente.

Um lápis aparentemente normal...


Que voce vai utilizando como um outro qualquer...


 Quando ele estiver pequininho e pronto para ser descartado da utilização... ai que ele faz a diferença...



Basta colocá-lo em um vasinho com terra vegetal, adicionar água e... esperar!


Sementes (extraído do website http://www.kickstarter.com):

  • Basil (manjericão)
  • Calendula 
  • Cilantro
  • Cherry Tomato (tomate cereja)
  • Dill (endro)
  • Eggplant (berinjela)
  • Forget Me Not (bem me quer)
  • Green Pepper (pimenta verde)
  • Heirloom Basil
  • Heirloom Cherry Tomato
  • Heirloom Tomato
  • Jalapeño
  • Mint (hortelã)
  • Morning Glory 
  • Marigold (mal me quer)
  • Parsley (salsa)
  • Radish (rabanete)
  • Rosemary
  • Sage
  • Special Edition Bacon
  • Thyme (tomilho)
  • Tomato (tomate)

Pena que ainda não está a venda por aqui... já estou imaginando uma bela horta feita de lápis!!!
Adorei a idéia!!

Crédito:
Ana Paula Silva
Research:
http://democratech.us/


Um abraço a todos,

Daniela Prieto

setembro 14, 2012

Eco materiais - TIJOLO ECOLÓGICO

Uma empresa de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é pioneira na fabricação de máquinas de prensa que transformam entulhos em tijolos novos.

Esse processo de reciclagem tem inúmeras vantagens para o meio ambiente:
- Reutiliza material descartado;
- Não retira argila dos mananciais (materia prima fundamental na produção de tijolos);
- Não há queima em fornos, portanto não emite gases poluentes;
- Não utiliza madeira para a queima.

Produção convencional

Os tijolos ecológicos são prensados e a cura é tipo umedecida por 7 dias. A molha é feita através de chuvisco fino e leve 3 vezes ao dia. Esse processo garante que o tijolo ecológico seja 50% mais resistente do que o tijolo convencional produzido em adobe à queima.

 "A cura por meio de molha aspersão manual deverá ocorrer em local de preferência coberto com proteção da chuva, sol e do vento excessivo para que a umidade não evapore prematuramente."








Além disso, o fabricante garante que o isolamento térmico é muito mais eficiente do que o tijolo convencional. Tem mais inércia.

As peças são de acabamento e encaixes perfeitos. E ainda há as peças de finalização de cantos, calhas, etc.

Por mais que consuma água nesse processo, eu acredito que o benefício tanto ambiental, quanto técnico vale a pena!!

Segue o resumo do processo de produção:


Escolhi essa obra em Ourinhos, interior de São Paulo, que utilizou os tijolos, blocos e pisos ecológicos. Achei bem interessante o resultado:








Um acabamento legal, pode ficar aparente ou não.

Pelo que entendi em minha pesquisa, o custo é de aproximadamente 20% maior do que o tijolo convencional. É óbvio que na construção civil tudo é questão de orçamento, mas posso dizer por experiência própria que as vezes o custo-benefício pode valer a pena. Vale a pena estudar a possibilidade!

Research: http://www.ecomaquinas.com.br

Um lindo final de semana a todos!

Daniela Prieto


agosto 10, 2012

BAMBUCICLETA em SAMPA

A Prefeitura de São Paulo desde junho, tem disponibilizado aos alunos dos CEUs com idade entre 12 e 14 anos, bicicletas feitas de bambú para o trajeto de casa a escola.

Foram traçadas rotas de até 2km entre o CEU e a comunidade mais próxima, onde dois monitores acompanham os alunos em cada trajeto.
Os monitores fazem treinamento no qual aprendem sobre o Código Brasileiro de Trânsito, atendimento de primeiros socorros, teoria e história da bicicleta e ainda dicas sobre didáticas para jovens.

 Hoje, há aproximadamente 700 alunos inscritos no projeto e podem levar suas bambucicletas para casa. (até hoje nenhuma foi roubada). A meta é ter 3900 alunos até o final deste ano.




















Cada aluno recebe um kit com capacete e colete sinalizador, e a bicicleta vem equipada com retrovisor, bandeira, buzina e luzes. Muito legal né?

Esse projeto da Prefeitura realmente me surpreendeu... e só nos mostra que, quando há empenho e vontade por parte de nossos governantes, coisa muito interessantes podem ser criadas.

Agora vamos falar da bike! Uma bicicleta feita de bambú... material renovável, ecologicamente correto, super resistente e cá pra nós, achei o design muito bacana. Teria uma fácil, fácil!

Para colocá-lo em prática, a Secretaria municipal da Educação teve consultoria do dinamarquês Mikael Colville-Andersen, especialista em mobilidade urbana, e contou com a criatividade do designer carioca Flávio Deslandes, que criou os quadros de bambus e esteve em São Paulo especialmente para treinar pessoas do bairro da Brasilândia para fabricarem as bicicletas.

O bambú deve ser totalmente desidratado em estufas:


Depois cortado e lixado:




O quadro é montado e encaixado em peças de alumínio, colados com uma espécie de resina de mamona:








Por último recebe a logomarca e identificação:





Social e Ambiental juntos! Que este projeto se expande cada vez mais e mais... e que outras iniciativas como esta sejam implantadas. Nossa sociedade ainda é carente de programas sociais e que além de tudo, educam nossos pequenos cidadãos ensinando a importancia da Sustentabilidade, Respeito ao próximo e a conservação do que é de uso público.

Um grande abraço a todos!

Daniela Prieto